Capítulo 23


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 23

A preocupação de Kimine aumentou nos primeiros dias de retorno às aulas. No total foram 3 faltas de Momiji. Kimine tinha medo de saber o porque.

“Será que fui precipitada? Tudo o que eu contei… Será que agora ele me odeia? Ele fugiu… Momiji-san… Você vai fugir pra sempre, como os outros?”

As férias de Verão foram rápidas, mas memoráveis. A loira irá lembrar disso com muito carinho. Até dos momentos com Momiji. Mas agora, o que mais lhe entristecia não era o término das férias e sim que Momiji não dá sinal de vida desde do fatídico dia. Nem na despedida do Yuki – De volta para a faculdade – ele foi. Dentro de Kimine, algo a atormentava. O dia se tornou cinza apenas por não estar ao lado dele. Mesmo com Machi ao seu lado, era diferente. A loira estava acostumada com a presença do coelho sempre. Era triste não vê-lo por muito tempo. A garota estava avoada, desligada. Mal participou das aulas. Com Machi, mal a ouvia. Estava pensativa o bastante para não se preocupar com o que Machi falava, até que, a morena já cheia daquilo, falou, em tom de raiva:

–         Dá para parar de se preocupar e me ouvir um pouco? – Era o bastante para a loira se tocar.

–         Hã?

Machi suspirou e colocou a mão no rosto não se conformando. Olhou para Kimine com o rosto do tipo “você não tem jeito mesmo” E repetiu:

–         Você está um saco hoje. Para de se preocupar à toa com aquele coelho imbecil. Ouça-me.

–         Desculpe! Eu vou te ouvir.

–         Se você for pra vir desse jeito para escola só por causa do Momiji, porque não vai você mesma na casa da Sede? Não aguento ver você assim, me dá raiva.

Kimine percebeu que Machi estava preocupada, mas não sabia como reagir. Ela riu e coçou a cabeça, imitando um “me desculpe”. Machi apenas se conformou e desejou boa sorte. Não precisava nem aparecer no Grêmio mais tarde. Kimine agradeceu de novo.

**

Kimine estava de frente para o grande portão da sede. Era estranho estar diante dele, nunca tinha ido sozinha até então. Não demorou muito para apertar a campainha, não tinha tempo de ficar com vergonha.

–         Sede dos Soumas, quem gostaria?

–         Ahn… Aqui é Kimine Aoyama, amiga de Momiji Souma. Gostaria de falar com ele. Ele está?

–         Senhorita Aoyama, ele saiu faz alguns minutos. Quer deixar algum recado?

–         Tsc… Poxa… É… Apenas diga a ele que vim até aqui e que ele me mande notícias.

–         Tudo bem, o recado será entregue. Tenha uma boa tarde.

O interfone ficou mudo de repente e Kimine parecia estar ainda mais preocupada. Virou-se para a rua e começou a andar lentamente até o caminho de sua casa, totalmente desligada do mundo. Só pensava em uma única coisa: “O que aconteceu com Momiji?”

Infelizmente, por um grande azar da vida, Kimi-chan teve de parar de pensar no coelho. A garota parou na primeira esquina e murmurou um grande palavrão:

–         Porra!

Tinha ao todo 6 garotas. 3 delas carregavam tacos de madeira, ou algum objeto cortante. O uniforme era diferente, mostrando que até delinquentes de uma outra escola, queriam arranjar briga com Kimine. A líder era uma grande conhecida da loira. Ela que desmaiou da 1° briga entre as duas. Ela, por sinal, que começou a falar:

–         A garotinha não se tocou que hoje saiu sozinha? E você acha que a gente ia jogar fora essa oportunidade de ouro?

“Droga, não estou preparada pra lutar agora, faz muito tempo que não faço isso!!”

Uma das capangas da líder retrucou, já que ela também conhecia bem os feitos de Kimine:

–         Fazia tempo hein? Você tava sempre grudada com “aquelazinha” e com o loiro aguado – Elas não chamavam o coelho de Momiji, quanto mais “Príncipe Momji”. Era uma gangue de delinquentes barra pesada. – Agora é a vez da vingança.

“1º: Não deixe que façam uma roda à sua volta” – E a loira não deixou que fizessem – “2º: Provoque, mas não bata na adversária primeiro. Deixe que ela, ou elas façam isso. Apenas se defenda”. – E foi o que Kimine fez:

–         Também né, depois de 3 derrotas sendo humilhadas. – Em um ano e meio houveram 3 brigas. A primeira foi na esquina, onde a líder desmaiou, as outras duas, também foram derrotadas, mas não ao ponto de desmaiarem. – Sendo assim, quem não quer revanche?

–         Você nem se acha não é garota? Agora você vai ter que engolir todas essas palavras, porque dessa vez, você não ganha.

“3º: Se tem a chance de correr, CORRA! Mas se começar a correr antes de se defender, apenas corra, E MUITO!!” – Kimine viu uma brecha e começou a correr. As delinquentes só se deram conta quando Kimne já estava virando a outra esquina da mesma rua, ainda mostrando os muros da Sede. E aí foram atrás da loira.

“ Para não apanhar, corra. Não é um ato covarde, é estratégico! Isso desconcentra o adversário e ainda o deixa nervoso. Por isso, treine a corrida.” – Kimine tinha uma vantagem, estava de calça. Podia correr a toda velocidade e sem dificuldades. Sua bolsa com os materiais já tinham sido jogados num jardim de qualquer morador daquela rua, depois buscava. Se importou apenas em correr.

No meio da rua, 7 garotas corriam numa velocidade estonteante que qualquer um se assustaria facilmente. Kimine corria mais, sem rumo. Até que foi acertada por uma pedra na cabeça. – Do tamanho da palma da mão – Não foi forte, mas foi o bastante para Kimine começar sua festa.

“Pronto, agora não é mais agressão livre e sem sentido. Hora de me defender”

Kimine “brecou” num segundo e se abaixou tão rápido que as delinquentes ficaram com um ponto de interrogação na cabeça. Uma veio abaixo no segundo depois. Só então perceberam que Kimi-chan havia dado uma rasteira e derrubado uma do grupo. A loira deu  golpe na última do grupo, logo, evitou que uma roda se formasse. Todas olharam pra trás e lá estava Kimine, com um risinho, provocando as adversárias.

Umas das inimigas caiu na provocação e foi pra cima de Kimine com um tipo de faca. Ela era mais alta que Kimine. Mas a loira era veloz demais para ser acertada por uma simples garota.

“Não tem como papai ficar te ensinando formas de luta. Mas se quiser, é só falar que te coloco numa escolinha de defesa pessoal. Esses pequenos ensinamentos servem só para você não virar um saco de pancadas.”

Kimine se abaixou no último segundo para a faca não lhe atingir e num instante deu um soco na boca do estômago da delinquente, fazendo-a gemer. Depois a desarmou e pegou a faca no ar, usando-a na perna da garota. Kimine conseguia ser impiedosa nessas horas. A garota gritava de dor, mas Kimine nem deu tempo das outras companheiras pensarem. Deu um gancho no maxilar da garota e bingo. Uma a menos.

Kimine só não se deu conta de que a garota em quem deu a rasteira, estava atrás dela. – A barriga da loira gelou, mas por sorte, a garota era uma novata. Estava sem arma – A novata foi com tudo pra cima de Kimi-chan e a empurrou contra a líder, em vão, porque  Kimi era mais forte e evitou. Mas era inevitável. A líder vinha com uma gana nunca vista antes para machucar Kimine com o bastão que segurava em sua mão. A Novata empurrava com toda a força, e apesar de tudo, conseguia algo. Kimine olhava com ódio para a líder, apenas esperando o ataque.  Quando a líder chegava bem perto, Kimine deu um passo pra frente, para mostrar que realmente seria atingida, e rapidamente saiu da rota da líder, fazendo com que a novata fosse demais pra frente, se encontrando com a Líder de uma forma não tão legal. O golpe pegou em cheio na delinqüente. Duas a menos. No mesmo instante, Kimine pulou pra cima da líder, para acabar com a história de uma vez por todas.  Não era fácil, a líder tinha melhorado muito. Elas se rolaram algumas vezes, junto com tapões e arranhões, até que Kimine conseguiu empurrá-la para o lado e sair de cima dela. Kimine se levantou rapidamente e pensou:

“Droga, ela está mais forte do que eu pensei…”

Não deu tempo nem de parar e pensar em algo. Kimine percebeu num relance que havia uma outra delinquente atrás dela. Dessa vez era uma gordona, também com um taco de baseball, pronto para usá-lo. Apenas deu tempo de Kimi-chan dar três passos para sua esquerda e pular. Não era um pulo em vão.

“Ela é lenta e deixei que formasse uma roda, logo, tem uma pessoa ao meu lado. É a única opção.”

No pulo, a loira formou uma “voadora” – No dito popular – E atingiu outra delinquente, que nem conseguiu desviar do golpe. 3 a menos. Mas como Kimine não é uma lutadora nata, não ia conseguir desviar de todas as garotas ali. Já era tarde. Uma outra garota veio numa força e velocidade incríveis. Jogou todo o peso de seu corpo em Kimine, e a fez voar longe e cair feio no meio da rua. Ela não demorou a levantar, mas sentiu o golpe numa expressão nada amigável. Por dentro, Kimine se retorcia de dor nas costelas. Logo pensou numa escapatória: voltar a correr. Como estava um pouco distante delas, correu para o mesmo lugar onde estava minutos antes: a Sede. Quando virou a esquina novamente seu celular tocou – Ele estava no bolso da calça – Era Momiji.

–         Oi, Kimine. Desculpe te ligar agora, mas… Onde você está?

A loira estava exausta, mal conseguia falar, apenas arfava tentando buscar ar. Momiji percebeu que tinha algo errado:

–         Kimi-chan, você está bem?

–         … Não!!!! … Estou sendo perseguida por…

Kimine olhou para trás para ver quantas restavam – Nessa altura, ela já não conseguia pensar direito – E viu que estavam as 3 perseguindo ela.

–         São 3, mas já bati em 3. Não dá, não vou dar conta de mais 3! Passei pelo portão da Sede e estou virando uma esquina, que você usa para ir na escola.

–         Sério? Maldição! Estou no portão do seu prédio, te esperando para conversarmos. Estranhei sua demora e liguei… Calma, já estou a caminho, continua o caminho da escola, nos esbarramos de qualquer maneira. Por favor, aguente firme!

–         Tá!!! – Após poucos segundos, com Kimine ainda correndo, ofegante, ela termina – Momiji-kun…

–         Oi? – Momiji estranhou o modo dela chamá-lo.

–         Que bom ouvir sua voz!

Momiji ficou vermelho e apenas murmurou um “tá”. No segundo depois, ouviu um “OUCH” do outro lado da linha. E então…

Caiu a ligação.


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