Capítulo 12


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 12

–         Momiji, mas o que você acaba de me contar a primeira vista, parece-me normal – Hatori comenta, sem entender. Depois de ficar alguns segundos calado, resolve perguntar – A não ser que isso tenha continuidade, não é mesmo? – O dragão olha para Momiji, esperando uma resposta rápida.

O loiro realmente havia parado de falar e deixou a dúvida no dragão. Ele olhou para Hatori, meio envergonhado, mas principalmente sem saber como explicar o restante. Enfim respirou fundo e suspirou longamente, para então responder:

–         Essa é a parte complicada. Por favor, espero que me compreenda.

**

Kimine Estava na cama da enfermaria e já tinha recebido os primeiros socorros. Por insistência e teimosia da própria garota, ela ficou na enfermaria, alegando que estava bem, só precisava descansar. Falou que iria na  diretoria depois, resolver a situação. Momiji estava lá também, afinal, já tinha perdido quase metade da aula mesmo.

A enfermaria era uma sala grande, dividida por cortinas em dois pequenos quartos, sendo eles, os quartos dos pacientes. Havia apenas um banheiro, próximo dos quartos – Para não haver muitos problemas na questão distância -.  Antes dos quartos, na entrada da enfermaria,  se via um consultório razoável, onde cabiam duas mesas – Para os dois médicos – e um esqueleto humano. Numa das paredes, se via vários bancos e cadeiras, como se fosse uma fila de espera. Em outra parede, ao lado da porta, se via uma bancada e um grande armário com os medicamentos. Os dois médicos estavam lá fora, pois o ar condicionado estava com um pequeno problema, então não funcionava perfeitamente. Eles diziam que mesmo na Primavera – Na época – ainda sentiam calor.

O loiro estava sentado numa cadeira de frente pra cama, mas próximo à Kimine, observando os machucados, feridas e hematomas pelo corpo, preocupado. Por um instante percebeu a quase imperceptível cicatriz em sua palma da mão, que estava virada para cima. Por curiosidade resolveu perguntar, abrindo a boca, mas parou ao ver que Kimine tinha caído no sono. Ele então resolveu conversar um pouco com os médicos, que como já falei, estavam lá fora.

Ela já dormiu. Ela está bem, não é?

Os dois médicos, que conversavam, deram atenção ao coelho e respoderam:

Ela só precisa descansar.

Sim, ela está bem, mas vai ficar uns dias sentindo pequenas dores.

Momiji suspirou aliviado e começou a pensar se a deixava sozinha ou se subia e tomava uma bela bronca do professor e depois do diretor. Ele imaginou a chatisse da segunda opção, então finalmente comentou com os médicos:

Ok! Vou ficar aqui com ela até bater o sinal. Já perdi metade da aula mesmo – Como sempre os jovens esticam as coisas para se dar bem – Ouço menos se eu entrar no começo da outra aula.

Os médicos riram e concordaram com o garoto, que entrou novamente no quarto. Ele sentou na cadeira, do mesmo jeito que estava antes e esperou alguns minutos, que pareciam eternos. Cruzou os braços e não apoiou suas costas na cadeira. Ainda com vontade de permanecer acordado, ele pensa:

“Hoje eu não dormi direito, eu vou ficar com sono, mas não vou dormir.”

O inevitável aconteceu. Começou a vir o peso nos olhos e a moleza no corpo. Lentamente ele começava a fechar os olhos e pensar numa única coisa:

“Eu não deveria dormir, mas…”

Sempre tem um “mas”, e ele sempre dá certo. O garoto acabou cochilando por alguns minutos, até chegar a ponto de quase dormir profundamente. Como ele estava numa cadeira, o seu corpo balançava para frente e acabava voltando, quase encostando suas costas na cadeira. Infelizmente, como sempre tem um “mas”… Por ele quase dormir, teve uma hora que seu corpo foi muito pra frente, impossibilitando de voltar.

Resultado? Ele só foi caindo de cara, corpo, cadeira, coração e tudo que tinha direito na cama onde Kimine dormia. A cadeira era um pouco alta e o garoto também já era alto, então com a queda, ele ia cair realmente muito em cima de Kimine. Além de tudo isso, ele estava próximo demais da cama, foi muito rápido! Momiji não ia impedir aquilo, e caiu com as mãos no corpo de Kimine, como se estivesse abraçando-a e consequentemente se transformando. O seu segredo acabou de ser revelado, de uma forma totalmente inesperada e na frente de uma desconhecida.

Na cabeça do loiro, só se passavam duas coisas

“Que vontade de voltar a ser pequeno, e que maldita cadeira alta!!!”

Do lado de fora, os médicos estranharam o barulho da queda, e um”Boff ou Boum” estranho. Um olhou para cara do outro, se perguntado que diabos havia acontecido lá dentro, e um deles resolveu entrar. Ele foi calmo e tranquilo, direto para a cortina, ver o que aconteceu.


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