Capítulo 13


Fanfic: Uma nova Esperança

Cap 13

Obviamente que um barulho maldito de uma cadeira caindo e de um abraço estranho, despertaria qualquer ser humano normal. Com Kimine não foi diferente, mas tinha algo fora do normal mesmo assim.

E por isso mesmo pensou:

“Por que diabos há um coelho em cima de mim?” – Isso também é um pensamento normal numa situação dessa.

Kimine viu algumas roupas – que era do coelho – na cama, quase caindo, e tratou de pegá-las por puro reflexo. Ela ouviu o médico entrando na sala e guardou rapidamente as roupas embaixo do lençol, viu um livro em cima de uma mesinha ao lado da cama e num piscar de olhos já havia pego o objeto e jogado no chão.

O médico entrou e viu a cadeira caída juntamente com o livro, e perguntou:

Como essas coisas vieram parar aqui no chão? – O médico parecia estar bravo com o que tinha acabado de ver e resmungou algo como “Ainda teve que mexer em meu livro que estava lendo nas horas vagas aqui no quarto”

Desculpe-me…É que eu vi o livro em cima da cadeira e tentei pegá-lo pra dar uma olhada, a capa me interessou sabe? Mas acabei me enrolando e derrubando os dois juntos. É, agora eu vejo que ainda não estou 100% – Kimine pensou rápido e rezou para o médico cair.

Eu falei que era pra você ficar quieta aí. É teimosa até nisso!! E me diga, esse livro não era pra estar na cadeira, ele estava na mesinha… Por acaso o garoto pegou? E cadê ele?

Antes de responder, a garota riu, sem graça, e pôs a mão na cabeça, ensaiando um “foi mal”. Mas logo depois respondeu ao médico, que esperava a resposta, ainda bravo.

Acho que sim, eu apenas ouvi o barulho da porta do banheiro. Pelo que parece, ele não saiu de lá, ainda, não é mesmo? – Após a frase, a loira dá um pequeno sorriso, tentando convencer ao máximo o doutor – Ele deve ter dado uma olhada no livro e acabou deixando em cima da cadeira. – Kimine respondeu ainda meio nervosa e pensando mil coisas para dizer. Pra deixar sua resposta convicta, terminou – Daqui a pouco ele está aí, não se preocupe.

Ela pensou numa coisa que deveria ser convincente, afinal, tinha um coelho e as roupas de Momiji embaixo do lençol – Logo que Kimine viu o coelho, o animal pulou rapidamente pra baixo do lençol. Sabendo que os médicos viriam se certificar do que houve e para evitar mais confusões, foi o que resolveu fazer. – Como Kimine viu a porta fechada, pensou em falar que o garoto estava no banheiro. Foi a coisa mais convincente que ela conseguiu inventar naquele momento. E realmente de todo não foi ruim, pois o médico foi convencido. Arrumou a cadeira e saiu da sala, reclamando novamente da teimosia da garota e de seu livro, que já estava em suas mãos:

Ok, apenas deite e descanse, não quero ouvir mais nenhuma bagunça por aqui. Hunf!! Jovens… entram em brigas, cabulam aula, pegam as coisas dos outros e ainda derrubam. Enfim! Estarei lá fora, mesmo sendo primavera estou com muito calor!

Logo que o médico saiu Kimine suspirou aliviada e antes de erguer o lençol pensou

“Mas não está tão calor. Esse médico definitivamente não sabe o que é o verdadeiro calor. Imagino-o no Verão…”

Enfim abriu o lençol e viu o coelho abraçado em sua canela – Para não voltar ao normal naquele momento crítico – Ele estava assustado, suando frio, e o pior de tudo, não acreditava que aquilo realmente havia acontecido. Já Kimine, observava com uma expressão de pura dúvida, sem saber o que falar e sem saber o que pensar. Ainda sim, o coelho teve a coragem de falar algo, mas pausado e baixo:

Ok! Eu acho melhor você me levar até o banheiro juntamente com minhas roupas. Eu prometo que te explico tudo depois, apenas não grite, por favor!

Obedecendo ao coelho, ela ficou quieta e levou o estranho coelho até o banheiro sem que os médicos percebessem.

**

–         E foi assim…Eu sei que fui imbecil, mas aconteceu! Eu não podia negar nada, até porque, ela viu tudo! Ainda por cima, me ajudou a sair daquela enrascada e me entendeu…não gritou, não fugiu de mim. Ela apenas me aceitou. – Após falar rápido e nervoso nas palavras, abaixa um pouco a cabeça, tentando se desculpar, sentindo pequenas culpas –  Me desculpe, eu não podia contar à Akito, senão…

–         Poderia acontecer coisas piores com ela e até com a Tohru, não é? Eram tempos onde Akito estava sendo cada vez mais cruel… – Interrompeu, Hatori.

Um pouco espantado com a resposta direta do dragão, respondeu, consentindo:

–         Sim…Eu não iria suportar outra pessoa sofrendo nas mãos dela, claro que na época. Hoje sabemos que a Akito se arrepende e está vivendo tranquilamente. Mas Kimi-chan não tinha nada a ver com nossos assuntos. Eu não podia colocá-la numa situação extremamente perigosa. Mas também não sabia que a maldição seria desfeita pouco tempo depois.

–         Ela sabe que você não a tem mais? – Hatori pergunta tranquilamente.

–         Sim! Ela sabe de tudo. Da maldição, da Tohru, de mim, da família. É claro que ela apenas soube pelo que falei, pois ela nunca te viu. Ela só teve contato com o Haru e com o Yuki. Nem com a Tohru e com o Kyo ela chegou a conversar…ela apenas os conhecia de vista.

–         Ela viu os signos deles? – Hatori assustado, pergunta sem acreditar e quase para o carro, para se tranquilizar um pouco.

–         Não!!! – O loiro responde, convicto – Ela sabe apenas que ambos eram possuídos, nunca viu a transformação, apenas sabia que um era o Boi e o outro o Rato. É claro que eles não sabiam disso também. Tudo que aconteceu ficou conosco e apenas conosco – Momiji explica veemente e num estalo de pensamentos, lembra de uma pequena coisa, terminando e explicando todo o resto – Falando no Haru, eu acabei falando pra ele dias atrás, então você é o segundo a saber. Mas pense bem, por mais que eu explicasse à ela que eu sou um possuído de um signo chinês, não ficaria estranho só eu ter isso, sendo que o Haru, Kyo e Yuki são todos da família e de sangue? Não tinha como esconder a maldição em si, estamos falando de signos, e não apenas um animal qualquer no qual me transformava. – A garoto fez uma pausa, e logo continuou – E claro que pra tirar toda a curiosidade dela de nos conhecer, eu tive que falar que éramos medonhos, malditos e sombrios…No fim ela acabou sabendo de praticamente tudo e resolveu não se envolver.

Hatori absorveu todas as informações e depois de alguns segundos, respondeu, calmamente:

–         Isso ainda te pegou num momento difícil. No fim, quando você percebeu que ela te aceitou, a viu como uma fuga. Ela é sua amiga hoje e parece lhe entender bastante…

Meio pensativo, mas sem negar o que o moreno comentou, respondeu:

–         Sim, foi na época que eu sabia que a Tohru não seria minha. A Kimi-chan me ajudou mesmo sem querer, e mesmo quando ela nem me conhecia, me ajudou. Muita gente falava mal dela, mas ali eu vi que era uma grande garota. Nunca mais deixei de conversar com ela, e ela nunca deixou de me ouvir.

–         Entendo…- Hatori voltou a dirigir normalmente, até um pouco mais veloz, para chegar a tempo. Tinha uma paciente esperando urgentemente por ele, mas mesmo assim, acabou confundindo ainda mais a cabeça do loiro – Sendo assim, será que você não guarda um carinho muito grande por ela, assim como você guardou pela Tohru? Por que não pensa um pouco nisso?

Por um momento o loiro achou aquilo um absurdo, mas refletiu:

“Quando contei minha história, ela chorou também, mesmo que não tenha sido da mesma forma, ela chorou…”

Após a reflexão, ficou totalmente confuso sobre o que pensar a respeito. Como a via? Ela era especial ou não? Mil coisas passavam pela cabeça de Momiji. Ele só foi se tocar que chegou no lugar desejado, quando o Hatori chamou sua atenção falando “Chegamos”.

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