Capítulo 15


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 15

Enfim o fatídico dia chegou. Já se passaram cinco dias desde o desmaio da loira, que hoje está melhor. Em plena manhã de verão, lá estava Kimine arrumando suas malas para viagem que Momiji havia falado. Depois de ter passado três dias de febre, indisposição e dores, melhorou até chegar o dia tão aguardado. Nunca tinha ido à praia antes.

Apesar de não estar perfeitamente bem, a garota fez questão de ligar para o coelho e garantir vaga no carro de Haa-san. Na ligação, acabou descobrindo que Yuki, Kagura, Rin-san e Haru também marcariam presença. E claro que o próprio loiro também ia, juntamente com Machi.

Kimine ficou preocupada e apreensiva ao se dar conta que não conhecia duas pessoas do grupo. Sabia pouco pelo que Momiji falou, e ficou ainda mais preocupada em saber que os gênios podiam não bater e a confusão acabar acontecendo. Mesmo assim, Kimine não se abalou e acordou cedo para arrumar as malas e curtir a viagem. Por fim desceu com sua bagagem e sua bolsa ao ombro. Apesar do calor, Kimine usava uma bermuda até cobrir os joelhos e uma camisa de manga curta com respectivas cores claras, para não sentir mais calor.

Depois de dez minutos esperando, a loira finalmente vê o carro de Haa-san, que para em frente ao prédio. Hatori saiu do carro, para colocar a mala da loira no porta malas e aproveitou para cumprimentar Kimine, que após cumprimentar o dragão, entrou no carro, e vê Momiji e Haru atrás, com Mayu na frente, ao lado do motorista. A loira estranhou, sentindo a falta de Machi, mas lembrou que ela combinou com Yuki, que já começou a dirigir. Então ela resolveu ir com ele, juntamente com as outras duas garotas. Depois de tudo pronto, o automóvel seguiu viagem.

No meio do caminho, como toda estrada, há pontos certos de parada, para comerem alguma coisa, abastecer o carro ou ir ao banheiro. Hatori resolveu parar para Mayu ir ao banheiro e aproveitar para comprar pequenas guloseimas, enquanto ele iria reabastecer o carro. Ao sair do carro, ficaram os quatro esperando. – já que para abastecer, não é preciso sair do carro – Momiji, Kimine, Hatori e Haru, justamente quem sabe de toda a história. Momiji começou a ficar preocupado, e percebeu que o ar do carro não estava normal, até porque, ele sabia que Hatori ou Haru podiam abordar a tal conversa. E foi justamente o que aconteceu, com Hatori começando:

–         Kimine, pelo que vejo, você parece estar melhor, mas é bom não bobear, se cuida tá?

Kimine que apenas esperava  a volta da mulher, quase tomou um susto com Hatori, já que o carro estava todo em silêncio. E logo respondeu:

–         Ah sim, tudo bem, pode deixar que eu vou me cuidar. Tomei direitinho os remédios e não ousei fazer coisas pesadas em casa só para poder vir para praia!

Hatori dá um leve sorriso, olha para frente para ver se Mayu estava vindo, e olha novamente para trás, para continuar a conversa. Como não sabia como falar sobre esse assunto, tentou ser cauteloso, um pouco em vão, já que é um assunto bem complicado.

–         Er, Kimine, eu gostaria de falar uma coisa. E pode ficar sossegada, porque o Haru também sabe disso. Ahn…Enfim! Na noite de seu desmaio eu descobri da boca de Momiji que você sabe sobre nossa maldição, quer dizer, soube, já que não a temos mais. Quero que saiba que isso não me chateia, e acho que o Haru também não vê problemas nisso. Mas eu peço para que você não conte isso ao Yuki, Kagura e Rin. Muito menos para Machi, que apesar de eu não a conhecer muito, sei que ela é a namorada do Yuki e que vocês duas estão e são muito próximas. É uma coisa desnecessária, tudo bem?

Momiji se acalmou um pouco com as palavras do dragão. Ele ainda tinha preocupações da repercussão que isso poderia causar se todos os treze signos e Akito descobrissem isso, e só por dois dos quatorze envolvidos saber sobre, trazia alguns medos ao coelho. Mas ficou tranquilo ao ver que tanto Hatori quanto Haru, entenderam o lado dele. Kimine, por sua vez, totalmente surpresa ao ouvir o que o dragão acabara de falar, ficou um pouco confusa para responder, mas seriamente olha para Haru e Hatori, finalmente respondendo:

–         Ok! Eu sei que isso não deve sair de minha boca. E pelo que vejo, Machi nunca descobriu isso, mesmo tão próxima de Yuki. Isso já faz uma ano ou quase um ano que aconteceu, não tenho intenção de contar à ninguém. Podem ficar sossegados.

–         Tudo bem, eu esperava isso de você, Kimine. O problema já não está em todos os outros descobrirem, e sim que é uma coisa que queremos com todas a forças, esquecer. A maldição já acabou, você e Momiji não precisam mais desenterrar isso. Aconteceu, e vocês mesmo concertaram e esconderam muito bem. Também acho que deve ter sido difícil para você, fomos um fardo, afinal, guardar um segredo tão grande desse, sem ao menos nos conhecer. Saber de tudo e não poder falar nada, nem para nós mesmos, que possuíamos a maldição. Sei que não foi fácil, mas você também tem que entender que nós não queremos mais ouvir falar de maldição. – Haru, após observar e ouvir os dois conversando, entra no assunto, dizendo sua opinião. Ele estava calmo como sempre e falou tranquilamente, para não assustar Kimine. Já Kimine, concorda com o boi e responde:

–         Vocês não precisam se culpar por nada. É claro que por saber de tudo há tanto tempo, me agoniou um pouco, porque já não podia fazer nada. Eu sabia de tudo e ao mesmo tempo de nada, já que eu não conhecia vocês, apenas Momiji. Mas fico feliz dele me contar tudo, sem rodeios, sem mentiras. Guardo isso com muito carinho, afinal, ele confiou em mim, e sem me conhecer! – Nesse momento, Kimine olha para Momiji, sorrindo, pega sua mão, envolvendo-a nas suas duas. – Fiquem tranquilos, não tenho intenção alguma de contar ao Yuki, Machi e às outras duas garotas, eu nem as conheço!

Após a fala da loira, Haru e Hatori apenas sorriem, aceitando as palavras da garota. Haru para descontrair e acordar Momiji – Com a ação da garota em sua mão e seu sorriso, ficou meio desconcertado e pensativo, tentando entender o que se passava com ele – comenta:

–         E não queira saber o que aconteceria se a Rin descobrisse isso. Nem eu sei…ela é tão imprevisível quanto a isso. É melhor se preparar. O gênio da Rin, digamos que não é tão fácil.

–         Poxa Haru, assim você me assusta ainda mais! Ouvir você falando isso me dá até calafrios. Quero distância de mais confusão. – Kimine comenta, preocupada

Já despertado de seus pensamentos, Momiji termina a conversa anterior e séria com uma pequena brincadeira:

–         É claro, você já entrou em várias. Me diga aí, quantas brigas você já se meteu em apenas um ano e alguns meses? Além das delinquentes que vivem no seu pé, temos o fã clube dos Soumas – que agora virou familiar em vez de apenas o Yuki – e ainda a Machi, que pode ser fatal em alguns momentos.

Ao pensar, colocando sua mão no queixo, Kimine responde, rindo:

–         Em várias, não dá mais pra contar no dedo. Já apanhei, já bati e já desisti de brigar, principalmente com as garotas do fã clube. As deliquentes sempre estarão no meu pé, então, brigas terei sempre, apesar de eu ter parado um pouco com isso esse ano. Ahhh, a Machi é uma ogra, não na aparência, mas na mão.

Depois de muitas risadas dos comentários maldosos e “engraçadinhos”, Hatori comenta, sem entender:

–         Na escola de vocês tem fã clube de vocês dois? Isso soa meio estranho…

Como Momiji e Haru estavam acostumados com as loucuras daquele fã clube, apenas observaram Hatori, sem responder. Meio pensativos e um pouco com dúvida, tentaram formular uma resposta, em vão, até porque, como responder normalmente, sendo que realmente é estranho ter um fã clube para eles? Então, ambos foram interrompidos por Mayu, que finalmente voltou, com três sacolas, e obviamente, muito doce para comer no caminho.

Depois do carro finalmente sair do posto, Haru consegue responder a pergunta do dragão:

–         São os duendes, Haa-san, são os duendes!

Mayu sem entender nada, e muito menos do comentário aleatório do boi, olha para ele, sem saber o que falar, estranhando. Já Momiji e Kimine, caem na risada, enquanto Haru sorria de leve. Hatori, que dirigia devagar, parou e colocou sua cabeça no volante, segurando a risada.

Depois de poucos minutos, o carro continuou a viagem para a tão sonhada praia.

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