Capítulo 17


Fanfic: Uma nova Esperança

Cap 17

Já estamos de noite, mas o dia passou tenso, de ambos os lados. Kimine e Rin não estavam se dando bem desde que chegaram, mas o estopim foi numa pequena richa e desentendimento. Rin, toda vez que olhava para Kimi-chan era como se quisesse fazê-la ter medo, chorar, humilhá-la. No fim ela percebeu que Kimine era uma grande adversária. Sabia dialogar, brigar e fugir delas também. A loira não caiu em nenhuma provocação, nem dos olhares. Por vezes o retribuía, por outras, simplesmente ignorava, desdenhando.

Todos eles passaram o dia na praia, com sorvete, água e muitas guloseimas para comer. Tudo que Haa-san trouxe. Não houve maiores confusões. Kimine apesar do calor, optou por usar uma bermuda e uma camisa de manga, e também não entrou na água apesar da insistência de Momiji. Rin entrou só na borda, por pedido de Haru, mas ficou maior parte do tempo, sentada em sua toalha.

Voltando para noite, o clima está melhor. Kimine desistiu de comprar briga, mas também não ousa falar com Rin. Os outros viram a confusão como algo normal, ainda mais vindo das duas garotas e perceberam que era só uma pequena richa. Tudo se resolveria com o tempo. Agora é o momento do jantar, não de confusões. A loira e Kagura se interessaram em fazer a comida, com Momiji ajudando em pequenas coisas, sem atrapalhar. Já os dois casais tinham saído mais cedo, para simplesmente andar e conversar a sós, mas logo estariam de volta, para comer com todos.

**

Todos a postos e finalmente jantando. A mesa fica toda em silêncio, mas Momiji e Yuki tratam de tirar o ar da mesa com descontração. Depois de algumas risadas e comentários o pessoal resolve subir e descansar. Yuki e Haru vão primeiro, Rin vai logo depois. Os outros quatro foram para a sala para sentar e conversar, mas o assunto já estava um tanto quanto saturado.  Todos ficam olhando um para o outro sem saber o que falar e por fim acabou sobrando para Kimine, que virou o centro das atenções. Claro não é? Havia arranjado uma pequena confusão e não havia mais conversas entre eles. Os três não sabiam como perguntar, então só coçavam a cabeça ou olhavam para o chão. Kimi-chan percebeu na hora o que eles queriam, rindo de canto de boca. Enfim suspirou e comentou:

–         Calma gente, aquilo não foi nada demais. Eu não vou comprar nenhuma briga, muito menos provocar outra. Já passou, não tenho a intenção de arranjar confusão por besteira. Não se preocupem, vou me segurar…

–         Nossa, por um momento achei que a casa fosse cair, mas vejo que você é muito mais sensata que a Rin-san – Kagura por fim ri, deixando claro que seu comentário foi uma brincadeira, mas que no fundo, ela sabia que tinha razão.

–         Não é bem assim também Kagura…

Kagura apenas sorriu, mas não entendeu e nem percebeu o que Machi e Momiji viram. Kagura por fim subiu, cansada também. Machi e Momiji continuaram conversando com Kimine e ambos tiveram a mesma impressão no olhar dela.

Não era comum ver Kimine triste. Ou os dois a viam alegre e tranquila ou brava e machucada. O olhar que eles tinham acabado de ver era diferente. Era um olhar vazio e doloroso, juntamente com inconformismo e conformismo ao mesmo tempo. É claro que eles não sabiam exatamente o que houve com Kimine, seja no passado dela, seja no presente. Mas sabiam que algo marcante aconteceu em sua vida. Ao começar com as calças e bermudas, raramente a viam com saia, e quando viam, era a saia comprida. Depois pelo incômodo com a escuridão que acaba trazendo problemas, já que Kimine também não consegue dormir com a luz acesa. E por fim, suas várias cicatrizes.

Aquele olhar foi o estopim para finalmente quererem saber mais da garota. Num instante Machi quase abriu a boca para perguntar, mas teve intervenção da própria amiga, que resolveu subir. Os dois ficaram na sala, observando os passos da garota. Ficaram cerca de dez minutos na sala e subiram também.

Machi subiu, e já no quarto, Kimine já havia colocado seu pijama. Não era comprido, era uma regata e uma bermuda, de cor azul com estrelas em toda parte do pijama, bem do estilo da loira. Claro que nenhuma cicatriz da perna era visível, mas a maior cicatriz, era.

Kimine arrumava sua mala bem em frente a Machi, que havia entrado. A morena não falou nada, apenas se virou e foi de encontro com sua mala, para se trocar também. Ela pegou sua roupa e se virou, e finalmente viu as costas da amiga, que arrumava a cama para dormir. Apesar da cicatriz se parecer com um corte atravessando seu ombro, se observasse um pouco mais, perceberia que tinha outras mínimas cicatrizes em volta.

Kimine se voltou para Machi, que ficou imóvel, vendo as costas da amiga, com um olhar de preocupação e choque. A loira, meio incomodada com o olhar, acaba coçando a cabeça, e sem jeito explica:

–             Não precisa olhar assim. Foi apenas um acidente que acabou virando um estorvo tremendo pra mim. Com a queda fiquei um bom tempo no hospital. Por isso, não se preocupe e nem precisa ficar assustada, vamos dormir.


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