Capítulo 18


Fanfic:Uma Nova Esperança

Cap 18

A manhã estava linda. Em pleno Verão, oito horas da manhã. O Sol aparecia, e muito, mas ainda estava fresco, comparado ao Sol do meio dia.

Uma das enteadas fazia o café da manhã, enquanto outra limpava e arrumava a casa. Os Jovens? Eles ainda dormiam profundamente, mas logo seriam acordados.

**

Já na mesa, todos, exceto Rin, concordam em fazer a brincadeira do quebra-melancias, mas isso mais tarde, pois passariam a manhã na praia.

Machi e Momiji ainda continuavam curiosos e preocupados. E mais ainda, esperando algum comentário da loira, que parecia omitir muitas coisas. Momiji andava um pouco mais desligado que Machi. Além de se preocupar, pensando em Kimine, se perdia num gesto, num olhar da garota. Claro que o loiro não tinha certeza de nada, mas saberia sua resposta mais cedo ou mais tarde.

**

A tarde chegava e o pessoal pegou os objetos para brincarem. Mayu e Haa-san dispensaram e saíram – Eles também estavam na praia com os jovens mais cedo -. Já os outros estavam animadíssimos, até Machi, que nunca foi de sorrir, de  se mostrar estar se divertindo, se divertia como nunca. Haru, Kagura e Momiji tentaram quebrar a melancia, e nada. Só quando Yuki tentou que a melancia foi destroçada, voando pra tudo quanto é lado. A risada era coletiva, e apenas Rin, que ficava no canto, observando desconfiada, não riu. Kimine percebeu a cara de emburrada da morena. Ainda rindo com alguns pedaços de melancia, resolveu convencer Rin a brincar também, mostrando que era divertido.

–         Ei, deixa de ser besta, eu sei que você está morrendo de vontade de brincar. Vem logo, vamos nos divertir e deixa de ser orgulhosa.

Bem, a educação nunca foi o forte de Kimine, mas ela tentou. Com a pessoa errada, que também não tinha educação:

–         Você tá cega ou tá vendo coisas? Não tenho a menor vontade de jogar isso. Me deixa, garota. Que saco! – Após a fala, a morena ainda vira os olhos, provocando.

–         Então…Por que você está aqui observando, sem nem tirar os olhos do movimento da melancia? Até te vi rindo um pouco.

–         Não pode mais olhar? E nem rir da cara de imbecis jogando isso? Tsc…To saindo então! Vai lá se divertir, loirinha.

A morena sai, sem esperar uma resposta de Kimi-chan, que observou tudo e depois de não a ver mais, colocou suas mãos no rosto e suspirou. Ela levanta e vira com um sorriso, mas com uma expressão nervosa também:

–         Orgulho as vezes é um saco, não é?

Os outros riram do comentário da loira, mas eles torceram para que Rin aceitasse o pedido dela. Perceberam também que Kimine se segurou e não caiu na provocação ou orgulho de Rin. Kimine estava finalmente crescendo.

**

A noite chegou, o céu estava iluminado por várias estrelas com seus formatos grandiosos. A Lua parecia estar mais cheia que o de costume, mas era apenas impressão. Apesar do calor imenso, a noite estava relativamente fresca, e os jovens já estavam indo dormir.

Kimine, que na noite anterior já não havia conseguido dormir direito, estava otimista pra ter uma boa noite de sono. Ela deitou. Depois de trinta minutos, o que é básico vindo da garota, o seu corpo começou a pedir descanso e ela por sua vez, antes de fechar os olhos, percebe que Machi já havia caído no sono. Finalmente dormiu.

Kimine estava em seu quarto, já deitada em sua cama, dormindo. O quarto, apesar de escuro, mostrava tons de rosa e vários brinquedos. Havia uma escrivaninha também, onde se via seus materiais escolares e algumas roupas jogadas na cadeira. Pelas características, já deu pra perceber que Kimine era pequena, com cerca de 10 anos e que estava no seu quarto, mas na casa de seus pais. O quarto não estava totalmente escuro, já que se via uma pequena luz vinda da porta entreaberta, apenas pra enxergar algo, caso fosse levantar. A menina dormia tranquilamente, até que foi cutucada por uma mão. Não só uma vez, mas várias. Ao acordar e se virar para o tal corpo que te cutucava, ela apenas via um borrão preto que estava de pé em frente à ela. O borrão começou a se agachar, até se jogar no chão e encostar suas costas em algum brinquedo da menina.

Kimi-chan não estava mais tranquila, era como se sentisse pressionada, tensa com a situação. Começou a lhe faltar ar.

– “Você já deveria saber. Mesmo assim vou repetir: Você é medíocre, não só você, mas sua vida. A culpa não é sua, é minha.”

Ao terminar, o borrão se aproximou dela, se ajoelhando e chegando próximo ao rosto da loira. Falou:

–         “Filha, não vejo outra escolha de me livrar dessa vida senão te matar, e depois, me matar. O que devo fazer, filha? Para onde eu sigo? Ou então…o que eu faço?”

A cada palavra do borrão, ficava mais assustador, agonizante para Kimine. Era como tirar cada membro de seu corpo bem devagar. Ela queria sair dali, parar de olhar para aquele borrão. Parar de ouvi-lo. Mas não conseguia parar de se fixar na boca daquele borrão, que se aproximou ainda mais de seu rosto.  Nesse boca se via formatos de dúvida, de riso, como um louco. Era aterrorizante para Kimine, ela queria fugir mas não conseguia, ela apenas se encolheu e chorou, esperando ele ir embora.

**

Kimine acordou desesperada e quase gritou. Ela suava demais e sentia um grande gelo em seu corpo inteiro. A loira olhou para os lados, se voltando à realidade. Se acalmou e finalmente pensou:

“Maldição, outro pesadelo”

A garota passou suas mãos em seu rosto para tirar o suor, e pelos cabelos, para se acalmar. Olhou para Machi e viu que a amiga ainda dormia. Menos mal, pelo menos não a acordou e Kimine se sentiu mais segura ao vê-la. Até que suspirou e saiu do quarto.

Já na sala, viu o horário. Havia dormido apenas três horas. E o pior, ela sabe que perdeu o sono e agora terá dificuldades para voltar a dormir. Por “n” motivos.

Sem fazer barulho ela pegou um copo d’água e sentando-se na mesa, parou para pensar um pouco. Após terminá-lo, colocou o objeto na pia e foi na varanda dos fundos da casa, apenas para sentar em qualquer lugar para observar a noite. Ela olhava as estrelas e ao mesmo tempo, nada. Por que? Simples, ela só estava pensativa, sem nem se importar em ver como a noite estava. Kimine perdia a oportunidade de vê-la, ela estava linda.


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