Capítulo 24


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 24

O celular de Kimine estava esbagaçado no chão. Ao lado, via-se um pedaço de pau, apenas pela metade. Na verdade, olhando ao redor, se entenderia a situação. Havia vários pedaços de celular jogados pelo chão e o pedaço de pau partido em dois, por causa da força da paulada em Kimine.

As delinquentes que corriam, chegaram perto do corpo caído. A líder falou:

–         Convencida… Achou que ia conseguir escapar?

Kimine não entendia o que estava acontecendo… Na verdade mal ouvia o que falavam. Tentou raciocinar, tentou ouvir. A única coisa que vinha em sua cabeça era a hipótese de uma das garotas que ela mesma atingiu, conseguiu levantar e voltar à luta. Passou numa das vielas da rua onde estava antes e pegou de surpresa Kimine.

“Só pode ter sido isso”

Kimi-chan estava certa. As três garotas estavam correndo atrás dela, e chegaram até o corpo. E numa das entre-ruas, a garota que havia tomado uma voadora apenas conseguiu se levantar e se redimir. A tacada nas costas de Kimine foi tão forte que a loira quase desmaiou.

–         Bom trabalho, companheira. – A líder estava mais que contente. Havia conseguido vencer a garota que sempre a humilhou. – Finalmente pegamos a estrangeirinha!

Kimine sentia uma dor latente nas costas. Talvez tivesse trincado um ou duas costelas. Estava no chão, a ponto de não sair dele por um bom tempo sozinha.

A delinquente líder ordenou as meninas que chutassem Kimine, mas antes, precisava descontar toda a raiva que sentia daquela garota que destruiu sua carreira. Ela se abaixou até o rosto da garota e puxou aquele loiro opaco até chegar mais próximo dela.

–         Viu, loirinha? Você é fraca. Você não consegue nem se levantar sozinha, porque sabe que vai cair de novo. Depois de tanto tempo, é a minha vez de te humilhar.

Kimine interviu e falou, antes que a garota abrisse a boca novamente:

–         Ganhar de mim com 5 amiguinhas é fácil, não é, líder? Acho que realmente não sou eu que sou a fraca aqui.

–         CALE A BOCA!!

–         Líder, você? – Kimine começou a rir da cara da delinquente, não tinha muito o que fazer. Resolveu provocar para não perder a pose até no fim.

A líder ficou vermelha de raiva e vergonha. A única coisa que sobrou foi a agressão. Ela começou a chutar Kimine na barriga e as outras delinquentes entraram na onda e também começaram a agredir Kimi. Sangue já saia pela boca da loira. Na verdade, o loiro já estava sujo de sangue.

Depois de alguns minutos, quando elas pararam de bater em Kimine – Já haviam cansado – Momiji chegou, e viu o corpo estirado no chão, todo machucado. As garotas estavam sentadas perto do corpo, rindo, como se tivesse ganho o troféu de luta livre. O garoto não acreditou no que via

–         O que?! Que maldição vocês fizeram com ela?

As delinquentes resolveram dar atenção ao Souma, e a líder respondeu:

–         Acho que está bem na cara, não é mesmo?

Era como se a raiva que Momiji nunca teve, se despertasse de uma vez só. Essa raiva que se escondia, foi como um turbilhão. Momiji não parou, mas sim, soltou toda essa raiva:

–         COMO OUSAM? VOCÊS NÃO TINHAM O DIREITO DISSO!

–         Você quer lutar por ela, por acaso? – Disse uma das companheiras da líder

–         SE EU NÃO LUTAR POR QUEM AMO, VOU LUTAR POR QUEM? MEDÍOCRES!

Kimine estava fraca demais para virar o rosto e ver Momiji. Só ouviu as palavras. E não acreditava no que ouvira. “Devo estar sonhando”, pensou. Mas percebeu que o grupo que estava ao seu lado, se levantou. Não era mentira, Momiji não mentiria. Então… Era verdade! Kimine tentou se virar, mesmo com a dor absurda, conseguiu. Viu Momiji. Era real!!! Como um ímpeto, gritou:

–         Seu desgraçado! Se é assim, ganhe logo dessas imbecis! – E sorriu, mesmo com a boca sangrando.

Momiji tomou um susto ao ver o estado da garota e ouvir o que ela falou. Mas logo voltou à realidade e começou a fechar as mãos para começar a lutar – Mesmo não sabendo dar um soco, tentaria – Quando deu o primeiro passo para agir, foi interrompido por uma voz bem familiar. Hatsuharu.

–         Ei, ei, ei. Não adianta bancar o valente se você não sabe brigar. Vai cuidar de Kimine, eu dou um jeito nessas bandidas ai.

Momiji tomou outro susto, dessa vez bem maior. Ficou sem jeito pelo Boi ter atrapalhado. Estava com vontade de fazer isso, por ele mesmo. Como se lavasse a alma. Mas achou melhor não discutir com ele e sim se preocupar com Kimine.

–         Loira aguada – Disse Haru, mostrando claramente que se tornou o Black Haru

Kimine olhou para o boi, e pensou “ah, o Black haru”

–         Você luta bem. Vi duas brutamontes na outra rua, uma desmaiada e a outra tentando estancar o sangue do nariz. . Qualquer dia desses temos que lutar.

Kimine riu fracamente. Achou melhor não dar muita bola. Não estava apta pra isso.

A luta começou! Haru estava preparado. Momiji conseguiu uma brecha e foi de encontro com Kimine. A colocou nas costas, mesmo ouvindo alguns gemidos de dor vindos dela.

“Nossa, como ela é leve” – Momiji tinha feito algo assim pela primeira vez. Nunca achou que ela fosse tão frágil.

Após alguns passos até a porta da sede, Kimine murmurou algo:

–         Idiota…

Momiji fechou os olhos temendo palavras duras. E a maior preocupação foi em ser rejeitado novamente. Ficou calado, esperando.

–         Fiquei super preocupada…- Kimine falava devagar e fraco, mas o loiro ouvia perfeitamente – Achei que você nunca mais iria olhar na minha cara. Foram 4 dias sem eu saber de você.

–         É, eu fui um idiota. Durante um bom tempo ainda. Peço desculpas por isso. Agora, eu vou te proteger, não vou mais ser um imbecil!

–         Idiota…

Momiji fechou os olhos novamente e pensou: “Ai, ela não perdoa”

–         Momiji, você é horrível em lutas, como irá me proteger? – Momiji riu, mas ficou sem jeito também. – E outra, não preciso de você para me proteger. – O loiro empalideceu totalmente “será que eu serei rejeitado?” – Basta você estar do meu lado… Sempre. Entendeu? Coelho safado! – Kimine ficou com vergonha, mas abraçou fortemente o pescoço de Momiji e quase chorou.

–         Ufa! – Disse o coelho – pensei que você fosse me esculhambar. – Finalmente riu com ternura e virou para o rosto da amada para olhar nos olhos verdes quase azuis de Kimine

–         Entendi sim, senhorita. Ficarei do seu lado, para sempre. Sei que esse é um momento não lá muito bom, mas queria dizer que te amo muito. Desculpe se a fiz sofrer.

–         Você não me fez sofrer… – Kimine estava totalmente sem jeito, tirou os olhos dos de Momiji, e ficou vermelha. Mas terminou – Eu também gosto de você Momiji… Eu também.

Ele sorriu novamente e falou para Kimine olhar para ele. Ela obedeceu, sem querer. Foi algo automático. Momiji se aproximou dos lábios de Kimi-chan, mas foi interrompida por ela, que falou baixinho:

–         Não queira beijar uma mulher que está cheirando a sangue. Isso não é legal. E não me faça rir, não quero trincar outra costela.

Momiji parou e riu, mostrando os dentes. Concordou com a garota, mas beijou sua bochecha. Virou-se e tocou a campainha da sede

–         Quem gostaria?

–         Sra. Hika, é o Momiji, abra por favor, é uma emergência.

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