Capítulo 8


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 8

Já se passou duas semanas depois do incidente daquela noite. Em todos os dias, Machi pensava numa forma de puxar algo de Kimine. Ela sentia que Kimine sabia muito mais do que o próprio coelho sabia sobre ela. Algo a incomodava e precisava buscar isso em algum lugar. Talvez Momiji?

Machi andava nos corredores da escola, procurando justamente o loiro

“O Momiji conversa muito mais com ela do que eu.  Será que ele sabe de alguma coisa? Pra ser sincera, não sei nem se devo me intrometer nisso – Ela parou pra olhar pra a janela, que dava visão para o pátio. Momiji estava sentado num dos bancos, sozinho. – Mas eu também preciso ajudá-la, eu descobrirei mais sobre ela” – E então a garota vai de encontro a ele

**

Machi aparece na frente de Momiji, que está totalmente desatento, em outra Galáxia. Mesmo que a garota o chamasse várias vezes, o coelho nem se tocava.

–         Momiji!!!!!!!! Acorda. – A morena lhe dá um tapinha no ombro e depois estrala os dedos, despertando o garoto de vez

–         Ah!! Machi, que susto!!!!

–         Tá no mundo da Lua, é?

–         Tsc… Só estava pensando na vida. Desculpe, nem percebi você.

–         Tudo bem. Eu só queria conversar com você sobre a Kimine… É que aconteceu uma coisa muito estranha tempos atrás, e agora estou curiosa com alguns acontecimentos.

–         Hum… Diga-me, então.

–         Eu percebi que ela sabe muito sobre mim, mas eu não sei nada dela – Machi coça a cabeça, tentando explicar melhor para o Loiro – Ah… Ela apareceu lá em casa e chorou pra caramba e acabei descobrindo que ela tem dificuldades para dormir. A gente começou a conversar e ela falou praticamente toda minha vida, como se soubesse de tudo. Eu sei que agora estamos mais próximas, e também temos o Grêmio,  então eu sinto que devo saber mais dela… Aí vim perguntar pra você. – Antes de qualquer comentário do loiro, Machi pensa – “Ele só não precisa saber do que aconteceu depois…”

–         Olha Machi, eu também não sei tanto sobre ela e ainda posso afirmar que na verdade é ao contrário, ela sabe algumas coisas minhas. Ahn… Deixe-me pensar – O coelho coloca sua mão em seu queixo, pensativo, e finalmente continua – Pelo que eu lembro de nossas conversas, ela é um pouco parecida comigo. É, isso mesmo. Seu pai veio da Suécia e por isso ela não tem muitos dos traços japoneses, e ainda por cima, sua mãe ainda tem outra descendência. Não me lembro qual é. Ela até disse que sempre foi motivo pra zombarem da cara dela, excluírem-na, entre outras coisas. Desde de sempre!  – Momiji respira pra depois continuar – Se você me perguntar do sobrenome dela, sim, ela deveria ter o sobrenome Sueco, mas ela o omiti. Calma, ela o tem sim, mas com o sobrenome ela teria mais problemas, então sempre pediu pra escola que o omitisse pelo menos na lista de chamada.

–         Entendi, e quanto aos pais, sobre a calça do uniforme em vez da saia? Algo relevante?

–         Não sei nada sobre os pais dela, nunca os vi. Sobre a calça… Ela comentou algo sobre não se sentir bem… Que as vezes usa a saia comprida, mas prefere muito mais a calça. Ela conseguiu uma autorização para usá-la… Os motivos eu não sei quais ela deu, nunca perguntei à ela, também… Mas se quer algo relevante, a única coisa que eu sei é da cicatriz que ela tem no ombro.

–         No ombro? Nunca vi essa cicatriz… Mas muito obrigada, coelho!! Você não sabe o quanto me ajudou! – Machi lhe dá um sorriso suave, de agradecimento – Ah sim, quase esqueci! Você falou de mim pra ela?

Momiji faz uma cara de negação e ao mesmo tempo pensa em alguém que pode tê-lo feito.

–         Eu não falei nada, mas lembro que a Kimine foi falar com o Yuki algumas vezes ano passado e antes de acabar o ano letivo. Será que escapou algo?

A morena lembra do que Yuki falou pelo telefone “Ela é uma boa pessoa”. Na hora veio realmente a possibilidade de ter acontecido algo, mas Machi não ficou nenhum pouco triste. Apenas deu tchau para Momiji e começou a pensar em como falar com Kimine.

**

Na saída da escola, após o serviço no Grêmio, Kimine e Machi conversavam. Depois de se conhecerem um pouco mais, passaram a voltar juntas para casa e de vez em quando ir para escola também.

A conversa finalmente acaba, e Machi, com sua tranquilidade, pergunta para Kimine:

–         Afinal, como você conseguiu a vaga no Grêmio, Kimine?

–         Essa pergunta foi um tanto inesperado, sabia? – Kimine pergunta, sem saber ainda o que responder –  Ahn… Eu na verdade conhecia o Yuki muito pouco, mas fui pedir mesmo assim a vaga. Mas… Por que quer saber?

–         O Yuki me falou que você é uma boa pessoa, então queria saber como vocês se conheceram. Já aviso que é apenas por curiosidade – E era mesmo.

Kimine dá uma risada e depois responde:

–         Logo que eu conheci o Momiji, no começo do ano passado, eu acabei o conhecendo tempos depois. – Kimine espera um pouco pra pensar no que vai falar a seguir e assim o silêncio reina por alguns segundos, mas enfim ela termina – Quando eu o conheci, bem… Eu acabei sabendo um pouco sobre você. Ele acabou confiando em mim de uma forma que eu nunca tinha visto. Ele acabou falando um pouco dos seus pais e sobre seu irmão. Me desculpe, acho que deveria ter lhe contado.

Machi absorveu todas aquelas informações repentinas e fechou os olhos pra assimilar rapidamente. Mas lhe veio apenas uma pergunta em sua mente e logo a solta:

–         Então… Ele sabe sobre você, também?

–         Machi… Você está com ciúmes? Não precisa disso, definitivamente… Ele falou isso totalmente apaixonado… Não não, isso é impossível!!

A morena põe a mão em seu rosto pra tentar explicar a pergunta esquisita, afinal, todos suspeitariam de ciúmes.

–         Não, não estou com ciúmes. Mas por que não falou nada pra mim?? Não haveria problemas, eu acho…

Kimine olha para Machi, suspirando. Ela faz uma careta e põe suas mãos em seu rosto. Pra Kimine era uma forma de pensar e então respondeu:

–         Quando eu soube uma pouco da sua história, eu descobri que queria conhecê-la por mim mesma, sem intermediários pelo caminho. Eu também falei isso pro Yuki e ele entendeu, senão eu já teria conhecido você há muito tempo. – uma pausa acontece para ela respirar – Depois de um bom tempo voltei a conversar com ele, sobre o Grêmio… E foi só isso, ele é uma ótima pessoa, mas nunca irá passar de amizade. Não vai ficar brava nem comigo e nem com o Yuki né? – Diz Kimi, um pouco chateada e se redimindo.

Machi sorri e responde:

–         Não vou não.

“Afinal, eu realmente acabo de ser surpreendida. Você estava certo, Yuki, você estava certo…”


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