Capítulo 9


Fanfic: Uma Nova Esperança

Cap 9

Já estamos no Verão e Machi, juntamente com Kimine se consideravam amigas. Estavam mais grudadas depois de tudo que aconteceu. Kimine visitava Machi sempre que podia, dormia de vez em quando também, mas parou de ter seus pequenos distúrbios emocionais – Machi passou a chamar assim, mesmo que não tenha pressionado Kimine a contar algo – A morena também visitava Kimine, mas nunca dormiu lá. Foi aí que ela percebeu que a loira era muito mais apegada a ela do que vice versa. Na verdade isso não importava para Machi, apego não era muito a cara dela, mas ela não deixou de considerar Kimine sua amiga.

**

Kimine e Momiji deixavam o Grêmio após fazerem seus deveres no mesmo. Por já terem feito tudo, Nao os liberou. Machi, por sua vez, tinha que permanecer lá, pois ainda tinha coisas a fazer.

A secretária e o tesoureiro andavam pelos corredores quando Kimine comentou:

–         Vou esperá-la sair. Eu me acostumei a ir embora com ela… Sempre vamos juntas, então eu prefiro esperá-la. Tá?

O coelho olhou tranquilamente para a garota e respondeu com um sorriso:

–         É, vocês realmente se tornaram amigas. Isso foi uma surpresa, mas foi bom. Agora formamos um quarteto, não é mesmo?

–         Verdade! Bem que a gente podia combinar algo pra fazermos nas férias de Verão, elas finalmente estão chegando…

–         Claro! Eu vou combinar essas coisas, pode deixar comigo! Aí eu lhe aviso.

Respondendo apenas balançando a cabeça, Kimine não falou mais nada. Um olhou pro outro e simplesmente ficaram mudos. O assunto acabou!! Era um pouco embaraçoso aquele clima. Enfim eles encontram um banco para sentar e não conversaram até chegar a dúvida de Kimine:

–         Vai ficar esperando também?

–         É, acho que vou. Não tenho para fazer em casa. O Haru falou que ia sair com a Rin-san, então não tem o porque voltar.

Kimine abaixa a cabeça, pensativa. Por um momento deu pra perceber que ela estava com um rosto triste. Ela responde:

–         Entendo…

Para tirar todo aquele pequeno ar pesado, Momiji muda de assunto, perguntando para Kimine:

–         Eu sei que isso já faz um bom tempo, mas queria perguntar isso pra você: Você conheceu a Machi-chan no fim do ano passado, mas vi que aquele boato do irmão dela ainda era falado. Por que toda essa perseguição?

–         Momiji, boatos do tipo não são esquecidos facilmente. As pessoas adoram remoer essas coisas, adoram machucar, zombar até mesmo por puro prazer, só pra se sentir “superior”. Mesmo que esse boato tivesse sido feito antes de eu entrar nessa escola, os estudantes não medem esforços para retrucar, machucar… Eu sei muito bem o que é isso. Ridículo, mas é o que acontece…

–         Entendo… Eu não queria passar pelo que ela passou. E nem pelo que você passou, e até passa. É muito difícil…

–          Sendo sincera, já apanhei e bati tanto, já entrei em brigas tantas vezes que até me acostumei. Na escola anterior, na saída da escola, alunas esperavam numas duas esquinas depois da escola… Elas me esperavam pra me linchar. E eu… Eu tinha que ir preparada… Acho até que se eu não fizesse isso, podia estar morta hoje.

–           Caramba A coisa diminui aqui, não é?

–           Um pouco… Diminuiu sim, não sou mais tão caçada assim.

–            …Ahn… Saindo um pouco disso, você soube dessas coisas da Machi pelo Yuki, não é?

Apesar da surpresa e do desconfio da pergunta repentina, ela respondeu ao coelho:

–       Eu conheci o Yuki bem antes de Machi, você sabe disso. Sim, ele me falou dela tempo depois de nos conhecermos, não foi exatamente de imediato, mas tenho certeza que qualquer um se assustaria de ver o Yuki, o aclamado “Príncipe”  que ficava em seu canto, calado e educado, falar sobre alguém que lhe importa para praticamente uma desconhecida. – Ela olha para Momij, e continua – Como eu sabia de algumas coisas, ver o que aquelas fãzinhas fizeram me irritou. Aí que eu percebi que a Machi era realmente diferente… E fui conversar com o Yuki novamente.

–         Então quer dizer que você entrou no Grêmio pra se aproximar de Machi? – Momiji olha com espanto e ao mesmo tempo sorri com satisfação – “Que garota esperta” – Pensa o loiro.

Antes de responder, a loira olhou para seus pés e suspirou. Levantou o rosto e respondeu, olhando fixamente nos olhos de Momiji:

–         Na verdade não. …É claro que tinha uma parte de mim dizendo que seria uma ótima escolha, um ótimo caminho. A realidade é que eu precisava me sentir necessária, eu estava cansada de ser chacota, de ser perseguida, de ser linchada.

–         O que você quer dizer com isso?

–         Sabe quando você se sente completamente inútil e um estorvo pras pessoas? Então, eu precisava me animar de alguma forma. A ideia do Grêmio juntou a fome com a vontade de comer, se é que você me entende. Resolvi conversar com o Yuki – Após essa fala, Kimine abre o sorriso e termina – E deu certo! Afinal, eu acabei conhecendo-o e sabendo mais de Machi, e obviamente, me aproximando dela. Quando eu conversei com o Yuki, ele entendeu exatamente o por que de eu querer entrar para o Grêmio.

–         Isso vindo dele é normal também, não é? – Momiji dá um leve sorriso para Kimine, que respondeu com um grande “SIM”.

**

Algum tempo se passou enquanto Kimine e Momiji conversavam e assim, deu o horário para Machi sair. Ela os procurou – Momiji mandou uma mensagem ao celular dela, por sinal, o celular que ela ganhou do Yuki, avisando que estariam esperando por ela – E os encontrou. A morena entrou na conversa e depois de uns minutos resolveram ir embora. Ao sair do colégio, Kimine que estava desatenta, só foi perceber que estava chovendo depois de tomar a tal chuva. A garota se desespera e volta correndo para dentro da escola, respondendo com raiva:

–         DROGA! Não trouxe guarda-chuva, maldita chuva, me molhei à toa!!!

No mesmo instante Machi pega seu guarda chuva e o abre – Sem problemas, eu trouxe o meu – Responde friamente. Já o coelho, que também pegava seu guarda chuva, ria feito criança ao lembrar do desespero da amiga.

–         Momiji, não precisa rir tanto assim da minha cara, maldição viu!! – Kimine tenta tirar com a cara do coelho, já em vão. Ela já estava totalmente vermelha pelo que fez. Por sinal, era a primeira vez que ela realmente ficava envergonhada. Mas no fim, os três riram da cena.

Quando tomaram rumos diferentes, se despediram e como sempre, Kimine sorriu da mesma maneira para Momiji.

Depois das duas não verem mais o loiro, Machi retruca Kimine:

–         Fica aí rindo que nem boba para o Momiji, mas quando chega a noite, vai lá em casa chorando e acaba dormindo lá, né? – Machi pela primeira vez brinca com a amiga, rindo.

Antes de responder, Kimine sente um pequeno peso de culpa. Depois de pensar em como responder, meio perdida, responde:

–         Hey! Como você é cruel! Você fala do Yuki e do Manabe, mas consegue ser muito pior.  Desse jeito vou começar a ficar com medo de você!!!

Machi ri e pede desculpas, alegando que estava brincando. Enfim as duas começam a rumar por seus caminhos, juntas. O guarda-chuva que sempre serviu para nos proteger, dessa vez, se tornou totalmente inútil, pois as duas mais se molhavam do que se protegiam da chuva. Ambas nem se importaram, seguiram em frente, conversando, rindo e se divertindo.


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