Capítulo 1 – Conhecendo o Ambiente


Nami já estava em Weatheria há dois meses, o tempo necessário para se entender como funcionava aquela ilha do céu. Desde que a navegadora chegara na ilha, conhecera apenas velhos bem dispostos e ultramente inteligentes. E o mais impressionante neles era a gentileza e a boa educação que tinham, Nami até sentiu um peso na consciência por ter enganado-os antes de Ruffy mostrar a sua vontade voltando a Marineford e fazendo todo o ritual.

Decidiu desde que lera a mensagem no jornal que iria ficar mais forte e estudaria noite dia para ser uma boa navegadora para o bando, o que se via no olhar dela era claro até pros velhinhos ingênuos: Ela teria um progresso surpreendente.

Esses dois meses, para Nami-san pareceu ser um segundo. A garota havia estudado por horas a fio e adquiriu muito conhecimento, e boa parte dele – obviamente do conhecimento – estava muito bem guardado na memória. Entre essa sabedora víamos Nami rever formas de evoluir o clima tact e de se acostumar com as loucuras do Novo Mundo. Depois de tanto esforço é que ela foi perceber que mal conhecia a ilha, sabia por alto que as cidadezinhas em volta da região onde ficavam os gênios da ilha eram bem pacatas, bem mais do que as vilas do East Blue, era tão monótona que a garota nunca fora lá, apenas ouviu-se algo sobre uma grande prova ou desafio que os jovens enfrentavam a cada ano ou a cada dois anos – caso não houvesse adolescentes o suficiente. Afinal, tinha que se dar uma trégua, então se pôs para fora da casa que havia ficado enfurnada por tanto tempo e pediu para que seu “mestre” explicasse mais sobre sua terra.

– Ah, Nami-san, Weatheria é um lugar muito calmo, pacífico. Apenas observamos o mundo. Não vai achar grande coisa. As principais coisas você já sabe, querida.

– Você quer que eu te obrigue a falar agora ou depois?

Subiu uma pontinha de preocupação no velho, mas enfim suspirou, sabendo que não iria fazer com que a navegadora desistisse de saber.

– Weatheria só é famosa por ter gênios. Estudamos também porque apenas nessa pequena ilha saem pessoas tão inteligente assim. É uma das únicas coisas que não sabemos explicar com fatos. Mas cogita-se que antigamente muitos gênios vieram para cá por medo da violência e dos perigos rondando os mares e assim se estabeleceram aqui procurando por paz e conforto. E assim, passaram por seus genes algumas características, que facilitam o aprendizado.

– Entendi, é por isso que vocês promovem esses desafios? A cada ano entra um novato gênio.

– Não somos nós que decidimos isso, é algo histórico, mocinha. Como é uma característica passada de geração em geração, a cidade decidiu que os gênios deveriam ser digamos…Aproveitados ao máximo. A capacidade de cada ser inteligente nessa terra é considerado uma benção pelos moradores.

Nami ficou um pouco cismada com o tom que o mestre usou. Aproveitados? Se fossem pessoas do mar azul achariam isso uma forma de escravidão. Mas para eles era algo normal. A garota achou melhor não discutir algo tão banal. Decidiu se calar e chegar logo para andar pela cidade e procurar mais e mais objetos que lhe fosse útil.

**

A Navegadora percebeu que as cidades – no total eram três, rodeando a minúscula região dos gênios. Ficavam depois dos pequenos montes. Eram meio escondidas para não atrapalharem a paz e a atenção dos velhinhos. Ao passar pelas pequenas vendas e pela rua principal, Nami se tocou que aquilo seria deveras enfadonho. Suspirou e por fim disse a Haredas que queria voltar.

O que sempre se deve pensar é que no momento em que você abre uma porta para qualquer mundo, algo irá acontecer. Nami saiu para se entreter como todas as pessoas do mundo fariam. Resultado?

Antes que pudesse se virar para voltar à morada dos gênios, ela viu um menino – não mais de 14 anos – batendo a porta de uma das casas da rua e saindo gritando perto dela. Não era um grito de brigar com alguém, era perturbador. O garoto tinha tiques com o pescoço e falava coisas sem sentido.

– Para, não quero isso pra mim! Deixem-me, saem daqui!!! – O menino de cabelos bem escuros e olhos igualmente proporcionais ao cabelo colocava a mão na cabeça, gritava ainda mais alto para que tudo que passava em sua mente cessasse. Não era alto e nem magricelo, e era bem branco, pálido. Parecia ser bem saudável, mas era totalmente perturbado. Parecia um louco varrido. Nami olhou para ele, assustada e, quando olhou pros lados, viu que os habitantes dali sequer olhavam para a criança. Nami ficou mais perturbada por isso do que pela loucura em si do garoto. O ambiente ficou tão insuportável para ela que tudo se acabou quando a navegadora viu o garoto olhando para o céu e derramando lágrimas, em desespero, como se algo tivesse torturando-o. Em seguida ela saiu ao encontro dele e o puxou pelos braços e saiu o mais rápido daquele lugar. Atrás dela, Haredas olhou desanimado e falou sozinho:

– Ai vem o problema. O nosso maior problema vem à tona. Nami-san, como você vai reagir à isso?

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